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Ultrassom morfológico do segundo trimestre: quando fazer e o que o exame avalia?

Foto do escritor: Ramon Silva
Ramon Silva
11 de set.
5 min de leitura
Imaegem institucional da clinica dr manoel fernandes com mulher realizando ultrassom morfologico

O ultrassom morfológico do segundo trimestre é um dos exames mais importantes do acompanhamento pré-natal. Nessa fase, o bebê já está suficientemente desenvolvido para que diversas estruturas do corpo possam ser examinadas de forma sistemática e detalhada.

O principal objetivo do exame é avaliar a anatomia fetal e procurar sinais de possíveis alterações estruturais. Além disso, o ultrassom fornece informações sobre o crescimento do bebê, a placenta, o líquido amniótico e outros aspectos da gestação.

Apesar de ser frequentemente lembrado como o momento em que a família consegue observar melhor o bebê, o morfológico é, antes de tudo, um exame médico. Sua realização exige técnica, tempo e conhecimento específico em ultrassonografia obstétrica.

Quando fazer o ultrassom morfológico do segundo trimestre?

O exame costuma ser realizado entre a 20ª e a 24ª semana de gestação, conforme a orientação do profissional responsável pelo pré-natal.

Diretrizes internacionais consideram uma janela aproximada entre 18 e 24 semanas. Na prática, o período entre 20 e 24 semanas é frequentemente utilizado porque costuma oferecer boas condições para a análise das estruturas fetais, mantendo tempo adequado para investigação complementar quando necessária.

É importante não deixar o agendamento para a última hora. O período apropriado é limitado, e a disponibilidade de horários pode variar.

O que o exame avalia?

A avaliação é feita de maneira organizada, seguindo planos e medidas padronizados. Entre os principais itens examinados estão:

  • cabeça, crânio e estruturas do cérebro;

  • face, incluindo perfil, órbitas, nariz e lábios;

  • coluna vertebral;

  • tórax e pulmões;

  • coração, sua posição, quatro câmaras e principais vias de saída;

  • parede abdominal, estômago e outros órgãos do abdome;

  • rins e bexiga;

  • braços, pernas, mãos e pés;

  • medidas da cabeça, do abdome e do fêmur, utilizadas na avaliação do crescimento;

  • movimentos e vitalidade fetal;

  • localização e aspecto da placenta;

  • quantidade de líquido amniótico;

  • cordão umbilical e sua inserção, quando tecnicamente possível.

Em determinadas situações, o exame também pode incluir a avaliação do colo do útero e estudos complementares com Doppler. A necessidade desses recursos depende do contexto clínico, do pedido médico e dos achados observados durante o exame.

O morfológico consegue identificar todas as malformações?

Não. O ultrassom morfológico permite detectar muitas alterações estruturais importantes, mas nenhum exame pré-natal consegue excluir todas as condições possíveis.

A capacidade de visualização pode variar conforme a idade gestacional, a posição e os movimentos do bebê, a quantidade de líquido amniótico, a localização da placenta, características maternas e a própria natureza da alteração pesquisada. Algumas condições são muito discretas nessa fase ou aparecem apenas mais tarde na gestação.

Por isso, um resultado dentro dos padrões esperados é uma informação muito importante e tranquilizadora, mas não representa garantia absoluta de ausência de qualquer alteração fetal.

E se não for possível visualizar todas as estruturas?

Nem sempre todas as imagens necessárias são obtidas na primeira tentativa. O bebê pode estar em uma posição que dificulte, por exemplo, a avaliação de partes da face, da coluna ou do coração.

Quando isso acontece, o médico pode aguardar uma mudança de posição durante o próprio exame, orientar uma pequena movimentação da gestante ou recomendar que a avaliação seja complementada em outro momento. A necessidade de retornar não significa, por si só, que exista alguma alteração.

O exame avalia a síndrome de Down?

O ultrassom morfológico não diagnostica nem exclui, isoladamente, a síndrome de Down ou outras alterações cromossômicas.

Durante o exame, podem ser observadas malformações ou determinados marcadores que modificam a estimativa de risco. Esses achados precisam ser interpretados em conjunto com a idade materna, o histórico da gestação e os resultados de outros métodos de rastreamento, como testes bioquímicos ou análise de DNA fetal no sangue materno.

Quando houver indicação, o obstetra poderá orientar aconselhamento especializado e exames adicionais. O diagnóstico definitivo de uma alteração cromossômica depende de testes específicos.

Ultrassom morfológico, Doppler e imagens em 3D são a mesma coisa?

Não. Cada recurso tem uma finalidade diferente:

  • Ultrassom morfológico: concentra-se na avaliação sistemática da anatomia e do desenvolvimento fetal.

  • Doppler obstétrico: analisa o fluxo sanguíneo em vasos maternos e fetais, quando há indicação clínica ou conforme o protocolo adotado.

  • Imagens em 3D ou 4D: podem ajudar na demonstração de algumas estruturas e facilitar a compreensão de determinados achados, mas são complementares. Elas não substituem a avaliação técnica realizada principalmente com o ultrassom bidimensional.

Como o exame é realizado?

Na maioria das vezes, o ultrassom morfológico do segundo trimestre é feito pela via abdominal. Um gel é aplicado sobre a pele, e o médico movimenta o transdutor para obter os diferentes planos necessários.

O tempo do exame varia. A posição do bebê, os movimentos fetais e as condições de visualização interferem diretamente na duração. Um exame mais demorado não significa necessariamente que exista algum problema: muitas vezes, o médico apenas precisa aguardar a melhor posição para documentar uma estrutura com segurança.

Em situações específicas, pode ser necessária uma avaliação complementar pela via transvaginal, especialmente para observar o colo do útero ou estruturas que não ficaram adequadamente demonstradas pela via abdominal.

É necessário algum preparo?

O preparo pode variar de acordo com a idade gestacional e com o protocolo do serviço. No momento do agendamento, a equipe informará se existe alguma orientação específica.

É recomendável levar o pedido médico, a caderneta de pré-natal e os resultados dos ultrassons e exames anteriores. Essas informações ajudam o profissional a compreender a evolução da gestação e comparar medidas e achados.

Qual é a importância desse exame no pré-natal?

Quando uma alteração é identificada, seu reconhecimento ainda durante a gestação pode permitir investigação complementar, aconselhamento da família, acompanhamento por equipes especializadas e planejamento mais adequado do pré-natal e do nascimento.

Quando o exame não demonstra alterações, ele oferece informações relevantes sobre o desenvolvimento fetal naquele momento da gestação. Em ambos os casos, o resultado deve ser interpretado pelo obstetra em conjunto com os demais dados clínicos e laboratoriais.

Perguntas frequentes

O ultrassom morfológico do segundo trimestre é obrigatório?

Ele faz parte da avaliação pré-natal recomendada em muitas diretrizes e protocolos. A indicação e o melhor momento devem ser definidos pelo profissional que acompanha a gestação.

O exame faz mal ao bebê?

O ultrassom diagnóstico não utiliza radiação ionizante. Quando realizado por profissional habilitado, com indicação médica e uso responsável do equipamento, é considerado um método seguro durante a gestação.

É possível descobrir o sexo do bebê durante o exame?

Frequentemente, sim, desde que a posição fetal permita e a família deseje saber. Entretanto, essa não é a finalidade principal do ultrassom morfológico.

Preciso repetir o exame se já fiz o morfológico do primeiro trimestre?

Sim. Os exames são realizados em fases diferentes e fornecem informações complementares. Mesmo quando a avaliação do primeiro trimestre está dentro dos padrões esperados, o exame do segundo trimestre continua importante porque várias estruturas são analisadas com mais detalhes nessa etapa, e algumas alterações só se tornam visíveis mais tarde.

Um ultrassom morfológico normal dispensa os outros ultrassons da gestação?

Não. A necessidade de exames posteriores depende da evolução da gestação e da avaliação do obstetra. O morfológico representa um retrato detalhado daquele momento, mas não substitui o acompanhamento pré-natal.


Agende seu ultrassom morfológico em Laguna

O ultrassom morfológico do segundo trimestre reúne informações importantes sobre a anatomia e o desenvolvimento do bebê. Para que a avaliação seja realizada dentro do período adequado, converse com o profissional responsável pelo seu pré-natal e programe o exame com antecedência.

Na Clínica Dr. Manoel Fernandes, em Laguna, a ultrassonografia obstétrica é realizada com atenção técnica, cuidado e respeito a cada etapa da gestação.


Entre em contato com nossa equipe para consultar horários e receber as orientações para o exame.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta nem as orientações do profissional responsável pelo pré-natal.


Referências científicas

  1. Salomon LJ, Alfirevic Z, Berghella V, et al. ISUOG Practice Guidelines (updated): performance of the routine mid-trimester fetal ultrasound scan. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology. 2022;59(6):840–856. doi:10.1002/uog.24888.

  2. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Ultrasound Exams. Informações para pacientes. Acesso em setembro de 2026.

  3. American Institute of Ultrasound in Medicine (AIUM). Practice Parameter for the Performance of Standard Diagnostic Obstetric Ultrasound Examinations. Atualização de 2024.

  4. American Institute of Ultrasound in Medicine (AIUM). Prudent Use and Safety of Diagnostic Ultrasound in Pregnancy. Reaprovado em 2020.

 
 
 

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